Buffet Balaio marcou presente na audiência publica da Toyota do Brasil em Sorocaba
Sorocabanos questionaram os impactos sofridos pela área e também pela população, ontem, no Teatro Municipal "Teotônio Vilela", na audiência pública em que foi apresentado o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - EIA/Rima do empreendimento "Implantação Industrial", de responsabilidade da Toyota do Brasil. Entidades ambientalistas e civis, representantes de órgãos públicos e cidadãos interessados no assunto em questão lotaram o teatro e assistiram atentamente à apresentação do histórico da empresa e as diretrizes e perspectiva do projeto, feita por Percival Donato Maiante, diretor de Planejamento Corporativo da Toyota do Brasil e da apresentação do EIA/Rima feita pela diretora-executiva Luciana Venanza Rodrigues.
Segundo Luciana, o estudo feito da área de 377,8 hectares localizado no quilômetro 93 da rodovia Castello Branco, onde será implantado o Parque Tecnológico da Toyota, mostrou que não haverá impactos drásticos no meio ambiente. O relatório foi elaborado pelas empresas ECP/Lenc e traz uma avaliação dos potenciais impactos ambientais que a construção e operação da nova fábrica poderá trazer à região - principalmente em relação a mananciais de água e poluição do ar - bem como soluções para amenizá-los. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) garante que, para o funcionamento da indústria, não haverá necessidade de captação de água superficial nem lançamento de esgoto nas drenagens naturais da região, já que as duas ações serão realizadas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). A água a ser usada pela fábrica será oriunda da Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Vitória Régia. Os resíduos não industriais serão destinados à Estação de Tratamento de Efluentes S-2. Para os resíduos industriais, a construção da fábrica prevê a implantação de sistemas específicos com esta finalidade.
De acordo com Maiante, a fábrica de Sorocaba deverá iniciar a produção em 2011 e deve gerar 2.500 empregos diretos. No entanto, a preocupação maior da população é em relação ao impacto para a vizinhança, pois o terreno é considerado, de acordo com o plano diretor do município, área de chácara urbana.
Outra questão levantada pelo professor pós-graduado em educação ambiental e militante da área, Gabriel Bitencourt, foi em relação ao "forte impacto ambiental" principalmente em relação aos recursos híbridos. "A falta de mão-de-obra qualificada em Porto Feliz não deveria ser empecilho para a instalação da Toyota já que é próximo de Sorocaba, que oferece grande demanda de mão-de-obra e, ao mesmo tempo, será afetada fortemente pelo impacto ambiental, enquanto Porto Feliz não sofreria nenhum impacto nessa área."
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